Por que será que de cada 3 casas, 1 destas tem a terrível UMIDADE ASCENDENTE… Estamos acostumados a dizer assim, ” a culpa é daquele produto x, y, z”…que eu usei e “não presta”! Esta “desculpa” precisa ser muito bem analisada antes mesmo de nós culparmos os produtos que aí estão no mercado. Trabalho com correção de umidade ascendente há muitos anos, corrigindo, corrigindo… A pessoa constrói hoje e dali meses, ou no máximo 5 anos, o mesmo ciclo vicioso de sempre. Vou esplanar aqui de 2 formas, sendo que vou “dividir ” a culpa nestas minhas explicações. Sempre tivemos a “cultura da impermeabilização”…e você me pergunta, Qual é? Aquela que no momento de impermeabilizar as edificações, desde as mais simples possíveis, a pessoa vai ao material de construção, no home center e pega uma caixinha do produto X para impermeabilizar. Por que estão acostumados a fazer este ciclo? Por que “todo mundo” faz isso! ou seja, é uma cultura viciante que a maioria faz, nem sabe o que está realmente comprando. Vamos entender melhor. Primeiro existe a preocupação de “levantar as paredes” os mais rápido possível, já que o pedreiro ganha por metro, por produtividade, e claro, não vale a pena ” perder tempo” com algo que ninguém vai perceber se está certo ou errado. O negócio é fazer o mais rápido e “se livrar do problema”. Agora vamos analisar este roteiro com as possíveis perguntas… 1- Que tipo de impermeabilizante a pessoa está comprando? Argamassa polimérica rígida, flexível, elastomérica? Pintura asfáltica, aditivo hidrofugante? Manta asfáltica? Produto cristalizante? 2- Estes produtos comprados aleatoriamente são para pressão positiva ou negativa? 3- Quem está aplicando estes produtos? Existe a supervisão de um especialista? No caso um engenheiro? 4- Durante o processo de aplicação é feita a supervisão deste especialista, ou mesmo do empreiteiro responsável pela obra? 5- A base do pilares foram impermeabilizadas? Como? Qual método aplicado? 6- Quantas etapas de impermeabilização um baldrame precisa? 7- Onde o solo deve ficar, 4cm, 5cm abaixo do nível final do baldrame, ou deixa solo rente ao nívelf final do baldrame? Pode ter certeza que pelo menos 5 destas etapas NÃO SÃO SEGUIDAS! Dali alguns meses, anos, a umidade começa a subir pelas suas paredes…tornando um “câncer” na vida das pessoas que ali convivem, na maioria das vezes, corrigindo, corrigindo…sem solução. O que quero dizer é que existem produtos paliativos sim, ineficazes, inoperantes, com “prazo de validade”, mas existem muitos produtos bons, que levam a culpa no processo, sabe por que? PELA MÁ APLICAÇÃO DO MESMO, POR APLICAR UM PRODUTO ERRADO, ONDE DEVERIA SER USADO OUTRO, ou ainda pela falta de um profissional habilitado, que saiba instruir que produto usar, pra aquela situação. O que falta hoje é isso, um preparo maior de profissionais capacitados para realizar esta tão importante etapa de uma construção. Hoje o mercado está recebendo novos produtos, com novas tecnologias, e isso vai ajudar e muito neste processo de MELHORAR A QUALIDADE DAS NOSSAS OBRAS. Mas pra isso, PRECISA TER UM A MÃO DE OBRA QUALIFICADA. Não adianta ter uma “ferrari e não saber diirigir”! O custo de impermeabilização inicial é 0,1% (custo da obra). Pra refazer depois, 10% dos custos. Ou seja…POR QUE NÃO FAZER BEM FEITO DESDE O INÍCIO? Fica aqui a minha mensagem aos engenheiros, arquitetos, construtores…vamos melhorar a qualidade desta mão de obra que faz o processo de impermeabilizar! Perguntas podem ser direcionadas para este email, [email protected]. Engº Helber Amo.