Estamos deparando com uma infinidade de obras que depois de prontas, depois de 6 meses a 1 ano, já começam a apresentar UMIDADE ASCENDENTE nas paredes, o que gera um desconforto, um problema que muitas vezes pode parar na justiça, ainda mais se esta obra foi feita por uma construtora. A primeira pergunta que você possa estar fazendo é…a culpa é do produto? a culpa é da mão de obra? a culpa é de quem? Não se trata EXCLUSIVAMENTE de culpar A,B,C ou D, e sim entender que hoje as obras, na grande maioria das obras residenciais, estão inseridas na “CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇÃO”. Antes de você entender esta cultura, primeiramente eu vou lhe perguntar… Você na sua obra, seja engenheiro, arquiteto, construtor…você na hora da elaboração dos projetos, contrata um PROJETO DE IMPERMEABILZAÇÃO? projeto este desenvolvido por um profissional experiente, especialista nesta área? NÃO NÉ!!! CLARO QUE NÃO! Com exceção das grandes obras, a maioria das obras residenciais, utilizam da cultura da impermeabilização… Na hora da impermeabilização, COMO VOCÊ NÃO TEM UM PROJETO, o que você faz? Usa da “cultura da impermeabilização”! Vai até a casa de materiais de construção e compra o produto mais barato que você acha, geralmente a “famosa” argamassa polimérica rígida. Compra 10, 15 caixinhas, pagando R$ 70,00 no máximo cada, entrega para o seu pedreiro e dali 3 dias…toda sua obra JÁ ESTÁ “IMPERMEABILIZADA”!!! Moral da estória…dali 1 ano depois de pronta, a umidade começa a subir pelas paredes se tornando uma das maiores DORES DE UMA CONSTRUÇÃO. Hoje nós temos uma infinidade de produtos disponíveis no mercado, rígidos, semirrígidos, flexíveis, elastoméricos…e muitos não sabem sequer a diferença entre ambos. Qual produto atende pressão positiva? qual produto atende pressão negativa? A maioria na obra utiliza os produtos sem ao menos entender a diferença entre as aplicações. É comum reparar nas obras…um monte de caixinhas jogadas na obra, depois da “impermeabilização” do baldrame ou da alvenaria de embasamento…no dia seguinte as paredes já sendo levantadas…e depois a conta chega pra quem?…pro cliente final. Essa é a CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇAO, cultura esta que NÃO CONTRATA UM PROFISSIONAL especializado em impermeabilizações, profissional este que pode ORIENTAR sobre as 7 ETAPAS DO PROCESSO DE IMPERMEABILIZAÇÃO, que pode INDICAR O PRODUTO CORRETO, para àquele local a ser impermeabilizado. Sem falar na falta de mão de obra qualificada para desempenhar esta etapa da obra, que é uma das mais importantes e essenciais para o sucesso de uma impermeabilização. Por isso na hora de impermeabilizar sua obra, FUJA DA CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇÃO. Contrate um engenheiro especialista para lhe fornecer o projeto adequado e condizente com sua obra. Eng Helber Amo 03/02/2025
SAIU DA FACULDADE ENGENHEIRO/ARQUITETO…E AGORA?
Todo recém formado, não importa sua formação, irá passar pelo processo inicial de falta de experiência. A faculdade, por melhor que seja, não ensina sobre o mercado de trabalho, não ensina como se posicionar neste mercado tão competitivo e muitas vezes “injusto” para os recém formados. Vou abordar aqui o engenheiro(a) e o arquiteto(a)…e entender como é para estes profissionais neste início… Primeira pergunta a ser feita… Qual caminho seguir? Sabemos que a área de engenharia e arquitetura é ampla, por isso o profissional deve escolher aquilo que mais lhe convém, que tenha maior “habilidade” apresentada durante os anos de graduação. Durante a graduação o estudante estuda as disciplinas e por estas pode decidir por qual área seguir. Não importa qual seja a escolha, o importante é entender que esta faculdade não ensina sobre o mercado de trabalho… E o que fazer daqui em diante? Primeiro escolher a área de atuação, buscar como se QUALIFICAR para esta área…e como fazer isso? Estudando, buscando a qualificação através de treinamentos, mentorias práticas para que possa evoluir neste processo da “prática”. Não é um processo fácil, que acontece do dia para a noite, mas com empenho, orientação profissional, o recém formado irá encontrar as ferramentas para evoluir gradativamente na carreira escolhida. Em breve, vamos abordar as áreas mais lucrativas para engenheiros e arquitetos. Engº Helber Amo 13/01/2025
O QUE ESPERAR DA CONSTRUÇÃO EM 2025?
Estamos finalizando o ano de 2024, com o setor da construção em alta. Mas esta demanda, não necessariamente significa que as nossas construções são entregues com qualidade, pelo contrário, muitas destas têm ido parar na justiça, justamente pela péssima qualidade na entrega. Vamos entender os porquês desta deficiência… O mercado atual da construção não qualifica o profissional para este estar apto a desempenhar suas funções. O engenheiro e o arquiteto sai da faculdade sem entender como é a prática de uma obra, pois a faculdade não ensina a “pisar” na obra. As faculdades, mesmo não ensinando a prática, estão deficientes na qualificações dos futuros engenheiros e arquitetos, ainda mais hoje oferecendo a modalidade EAD. Além de que estes profissionais não procuram a qualificação, não buscam treinamentos para evoluírem na profissão. Podemos pontuar que as construtoras, em especial as pequenas e médias, buscam uma quantidade de obras, e por este volume, por não terem mão de obra qualificada, entregam péssimas obras aos clientes, muitas destas como disse, indo parar na justiça. E a mão de obra? Por que está cada vez mais escassa? Por que tanta demanda? e ao mesmo tempo tanta falta de qualidade na execução? Infelizmente a mão de obra, com raras exceções, buscam também a quantidade, e em virtude ainda da concorrência do mercado, optam por “pegar” várias obras ao mesmo tempo. Moral da estória…obras entregues de péssima qualidade. E o cliente?…Será que este também tem culpa? Podemos sim atribuir a muitos clientes que buscam “preços atrativos”, não levando em consideração a qualidade do profissional. Preço baixo não combina com mão de obra qualificada. Portanto, todos têm culpa…a má formação nas faculdades, as construtoras negligentes, os clientes que buscam a pechincha. (barganha). Precisamos melhorar o profissional, melhorar a entrega, melhorar o comprometimento, ou teremos em 2025 uma piora das nossa obras. Eng Helber Amo – 27/12/2024
De quem é a “CULPA” por TANTAS INFILTRAÇÕES?
Por que será que de cada 3 casas, 1 destas tem a terrível UMIDADE ASCENDENTE… Estamos acostumados a dizer assim, ” a culpa é daquele produto x, y, z”…que eu usei e “não presta”! Esta “desculpa” precisa ser muito bem analisada antes mesmo de nós culparmos os produtos que aí estão no mercado. Trabalho com correção de umidade ascendente há muitos anos, corrigindo, corrigindo… A pessoa constrói hoje e dali meses, ou no máximo 5 anos, o mesmo ciclo vicioso de sempre. Vou esplanar aqui de 2 formas, sendo que vou “dividir ” a culpa nestas minhas explicações. Sempre tivemos a “cultura da impermeabilização”…e você me pergunta, Qual é? Aquela que no momento de impermeabilizar as edificações, desde as mais simples possíveis, a pessoa vai ao material de construção, no home center e pega uma caixinha do produto X para impermeabilizar. Por que estão acostumados a fazer este ciclo? Por que “todo mundo” faz isso! ou seja, é uma cultura viciante que a maioria faz, nem sabe o que está realmente comprando. Vamos entender melhor. Primeiro existe a preocupação de “levantar as paredes” os mais rápido possível, já que o pedreiro ganha por metro, por produtividade, e claro, não vale a pena ” perder tempo” com algo que ninguém vai perceber se está certo ou errado. O negócio é fazer o mais rápido e “se livrar do problema”. Agora vamos analisar este roteiro com as possíveis perguntas… 1- Que tipo de impermeabilizante a pessoa está comprando? Argamassa polimérica rígida, flexível, elastomérica? Pintura asfáltica, aditivo hidrofugante? Manta asfáltica? Produto cristalizante? 2- Estes produtos comprados aleatoriamente são para pressão positiva ou negativa? 3- Quem está aplicando estes produtos? Existe a supervisão de um especialista? No caso um engenheiro? 4- Durante o processo de aplicação é feita a supervisão deste especialista, ou mesmo do empreiteiro responsável pela obra? 5- A base do pilares foram impermeabilizadas? Como? Qual método aplicado? 6- Quantas etapas de impermeabilização um baldrame precisa? 7- Onde o solo deve ficar, 4cm, 5cm abaixo do nível final do baldrame, ou deixa solo rente ao nívelf final do baldrame? Pode ter certeza que pelo menos 5 destas etapas NÃO SÃO SEGUIDAS! Dali alguns meses, anos, a umidade começa a subir pelas suas paredes…tornando um “câncer” na vida das pessoas que ali convivem, na maioria das vezes, corrigindo, corrigindo…sem solução. O que quero dizer é que existem produtos paliativos sim, ineficazes, inoperantes, com “prazo de validade”, mas existem muitos produtos bons, que levam a culpa no processo, sabe por que? PELA MÁ APLICAÇÃO DO MESMO, POR APLICAR UM PRODUTO ERRADO, ONDE DEVERIA SER USADO OUTRO, ou ainda pela falta de um profissional habilitado, que saiba instruir que produto usar, pra aquela situação. O que falta hoje é isso, um preparo maior de profissionais capacitados para realizar esta tão importante etapa de uma construção. Hoje o mercado está recebendo novos produtos, com novas tecnologias, e isso vai ajudar e muito neste processo de MELHORAR A QUALIDADE DAS NOSSAS OBRAS. Mas pra isso, PRECISA TER UM A MÃO DE OBRA QUALIFICADA. Não adianta ter uma “ferrari e não saber diirigir”! O custo de impermeabilização inicial é 0,1% (custo da obra). Pra refazer depois, 10% dos custos. Ou seja…POR QUE NÃO FAZER BEM FEITO DESDE O INÍCIO? Fica aqui a minha mensagem aos engenheiros, arquitetos, construtores…vamos melhorar a qualidade desta mão de obra que faz o processo de impermeabilizar! Perguntas podem ser direcionadas para este email, [email protected]. Engº Helber Amo.
Cimento é tudo igual?
Não pode “padronizar” o cimento na obra!!!! Importante deixar uma atualização com relação ao vídeo de ontem… Durante o vídeo eu apresentei alguns dados, e estes, estão desatualizados. A NBR 16697-2018 tem os valores atualizados. Consulte a NBR para maiores detalhes. O CP II F pode ter entre 11-25% de material carbonatico. O CP III até 75% de escória.O material carbonático aumentou em 5% em geral, apenas no CP II F que aumentou em 15% indo até 25%. O termo “seca” deve ser usado como “endurece” com o sentido de ganho de resistência, velocidade das reações de hidratação do cimento. “Seca” normalmente se relaciona com a perda da água por evaporação. O termo “secagem” do concreto ou argamassa deve ser evitado pois acontece dois fenômenos ao mesmo tempo: a secagem pela perda da água por evaporação e o endurecimento pela reação química da hidratação do cimento. Mas, o que dá resistência é a reação de hidratação que por óbvio necessita de água para ocorrer daí a necessidade da cura. Pozolana e não “Pozolona”. Engº Helber Amo.