Esta é uma pergunta que muitos recém-formados fazem no momento que saem da faculdade… “E AGORA…O QUE VOU FAZER?” (engenheiro(a) civil e arquiteto(a)). Temos duas situações bastante distintas para o aluno, que são, o início da faculdade, e ao final da mesma. Neste início o aluno está cheiro de expectativas, cheio de sonhos, mas que ao final do período de 5 anos, principalmente na hora de buscar as oportunidades através dos estágios, se depara com a dificuldade de conseguir aquela tão sonhada vaga de emprego. Será que o cenário da construção mudou tanto assim se compararmos com os anos anteriores? Há 30 anos, a formação em uma grande universidade era um sinônimo de “respeito” e vaga garantida para os melhores empregos na área. O aluno saia da instituição já com o emprego garantido, e com boa remuneração. Hoje, o nome da faculdade, a instituição, não faz diferença na hora de conseguir um bom emprego, (salvo algumas condições para raríssimos cargos que exigem “alto currículo). Na hora de procurar o emprego, a construtora, o escritório de arquitetura vão dizer assim… “não posso te pagar muito, pois você não tem experiência”! Ou ainda, mesmo você recém-formado, já com algumas especializações, até mesmo uma pós graduação. (por exemplo com 3 anos de formação), você pode escutar assim… “não posso te pagar, pois você é muito qualificado”! Sempre haverá uma justificativa do mercado para não valorizar o profissional recém-formado, seja o iniciante, seja o que tem mais currículo. Já dissemos isso em muitos dos nossos vídeos, que a faculdade não ensina a vivenciar a realidade de uma obra. Aliás isso é o tema principal dos nossos treinamentos para os alunos recém-formados. Agora vamos ao engenheiro(a), ou arquiteto(a), que deseja ir para as obras… Imagina que você deseja “pisar” na obra, mas sabe que NÃO TEM EXPERIÊNCIA alguma pra isso! Além desta falta de experiência, desta insegurança, ainda podemos citar que o medo da rejeição no campo de operações é muito grande, pois o recém-formado não sabe como se portar em meio aos problemas que acontecem, não sabe como APRESENTAR AS SOLUÇÕES. Mas claro que isso é pertinente e perfeitamente normal para o inexperiente, pois de novo, A FACULDADE NÃO ENSINOU A PRÁTICA DE UMA OBRA. Vamos deixar aqui algumas dicas de como se portar, mesmo ainda na faculdade…já almejando uma posição no mercado. – Não deixe o mercado lhe desvalorizar, não aceite uma vaga apenas para preencher aquele momento. – Seja qual for a sua escolha pra seguir, busque a qualificação, busque treinamentos especializados com cursos de pós graduação, mentorias e cursos de gestão de obra. – Estes treinamentos darão a você uma visão da realidade do mercado e ensinará aquilo que a faculdade não ensinou. A tendência é que você, como muita dedicação, evolua 5 anos e 1. – Busque instituições comprometidas com o ensino, além de buscar profissionais que tenham autoridade pra falar do assunto. – Cuidado com as falsas promessas de resultados imediatos, pois isso não existe na prática. É preciso dedicação e muito empenho durante os treinamentos. O mercado de construção é amplo e há MUITAS OPORTUNIDADES esperando você. Agora pra você chegar nestas oportunidades é preciso SE QUALIFICAR, para que você possa estar preparado para ter aquele sucesso tão almejado lá no início da faculdade. Se você está nesta condição de frustração pós faculdade, se sentindo perdido…nós podemos orientar você a encontrar o seu lugar no mercado. Eng Helber Amo 03/03/2025 [email protected]
POR QUE ESTÁ “TÃO CARO” PRA CONSTRUIR EM 2025?
Iniciar uma construção agora em 2025 se tornou um desafio para quem se dispõe a entrar nesta jornada, desafio este justificado pela “ALTA DOS MATERIAIS”, que a cada dia sofrem com as alterações nos valores. E baseado neste desafio, é IMPORTANTÍSSIMO entender, todo o processo de construção, e principalmente, quando falamos de planejamento orçamentário. A primeira pergunta que as pessoas fazem na hora de construir é…”quanto custa o m² de uma construção”? Muito cuidado com a resposta, pois com esta “alta dos materiais”, estimar valores para uma construção, pode ser tornar um PESADELO no final da obra. Muitos, por falta de informação, estimam valores baseados em construções passadas, tipo assim, “eu construí minha última casa por x valor”. Mas olha o perigo deste tipo de afirmação! Quando você se baseia neste tipo de “estimativa” ou “achismo”, o risco de sua obra extrapolar o valor, passa a ser muito grande, pois vai faltar dinheiro para terminar a obra. E se você não tiver recursos para finalizar sua obra? E se você não tiver como financiar os valores finais? A sua obra pode se tornar uma frustração muito grande, se houver erro neste planejamento. Isso acontece na maioria dos casos, por uma série de questões que vou aqui relatar. Vou ensinar você a não cair neste erro na hora de planejar: 1 – Antes de comprar um terreno, contrate um profissional experiente em projetos para uma visita para acompanhar as opções de terrenos. (isso pode ajudar a decidir pelo terreno “ideal”). 2 – Se já tem o terreno, contrate a mesma assessoria para pode estudar o melhor projeto para àquele terreno que possui. (muitas vezes aquele terreno não condiz com as condições financeiras para o cliente, obrigando-o a buscar outro terreno). 3 – Terrenos “acidentados”, aclive e declives, ONERAM sua obra em 20%, dependendo da topografia. Por isso precisa estar preparado paras estes custos extras com as contenções. ( se o seu projeto é de uma casa térrea, se você tem o dinheiro para uma casa térrea, não adianta investir em um terreno com declividade ou aclividade). 4 – Contrate um orçamentista para realizar todos os levantamentos baseado nos custos do ano vigente. Importante realizar as cotações trabalhando com as tabelas vigentes e realizar um comparativo entre as mesmas. (esta planilha deve constar custos com os impostos sobre a obra – BDI – e custos de gestão, se for contratar). 5 – O orçamento da mão de obra deve ser “milimetricamente” calculado, estudado e analisado pelo cliente. Muitos dos construtores têm dificuldade em elaborar os custos de uma obra, se baseando apenas no “m²” geral, o que é um ERRO QUE PODE SE TORNAR UM PESADELO PARA AMBOS. (o orçamento deve constar todas as etapas da obra, com o valores de cada etapa, constando a forma de pagamento para casa etapa descrita). 6 – contratar uma gestão pode ajudar a conter custos extras, pois um profissional experiente vai pode realizar o controle sobre todos os gastos e evitar desperdícios na obra. (este profissional gestor deve ter controle absoluta sobre a obra e sobre a M.O.) Seguindo inicialmente este 6 parâmetros, você vai iniciar uma obra sabendo o que vai precisar de recursos e não sofrer com contratempos no meio da obra, por falta de planejamento, por mais que sempre há custos extras, não previstos. Mas nada comparado a falta de planejamento. Iniciar uma construção é um desafio e portanto precisa ser muito bem arquitetado por profissionais experientes, para que o sonho do cliente, não se torne um pesadelo para o mesmo. Eng Helber Amo [email protected] 24/02/2025
“NÃO PRECISA” CONTRATAR PROJETO HIDRÁULICO!
Com certeza você já deve ter ouvido muito isso na hora de contratar o projeto hidráulico e também o projeto elétrico, as conhecidas e “famosas” falácias do mercado de obras. Estas falácias vêm da “justificativa” assim, “contrate um bom encanador, um bom eletricista, que tudo se resolve”, algo desse tipo de justificativa. Temos ainda aquela assim “só contrata o projeto estrutural, que já serve”, como se o projeto estrutural fosse o único essencial e importante projeto da obra. Já começo dizendo que JAMAIS você deve cair nestas falácias do mercado. Quem fala isso, não conhece absolutamente nada de obra, e muito menos da importância deste ESSENCIAL projeto hidráulico. A BOA FUNCIONALIDADE DE UMA EDIFICAÇÃO, DEPENDE DE UMA ÓTIMA INSTALAÇÃO HIDRAÚLICA, QUE PASSA INICIALMENTE POR UM ÓTIMO PROJETO, DESENVOLVIDO POR UM ESPECIALISTA. Muitas das obras, depois de prontas, depois do início da utilização, depara-se com algumas queixas assim: “Nossa…meu banheiro está com mau cheiro” “Não sai água com pressão na torneira x, no meu chuveiro” “A água do lavatório demora pra sair, parece entupido” “Toda vez que lavo roupa, sai espuma pelo ralo” “Precisei fechar o registro da casa toda para fazer a manutenção” “Entupiu o vaso e agora estamos com dificuldade no ponto de inspeção, pois não foi deixado” Estas e tantas outras frases fazem parte do cotidiano de várias obras depois da utilização. E isso acontece por que? Primeiro que a “maioria dos encanadores” não conhecem as obrigatoriedades da norma 8160, sem falar que esta “maioria” ainda utiliza peças como o joelho 90º em boa parte do trajeto, onde deveria utilizar peças adequadas. Sem falar que ainda insistem em sair com o joelho 90º do vaso sanitário sob a justificativa assim “faço isso a 50 anos e nunca entupiu”. Segundo que, os únicos países do mundo (Brasil e Índia), ainda utilizam caixas sifonadas para controle do fecho hídrico. Estamos cientes que a norma 8160 não passa por atualização há muitos anos, mas independente destes dados, é preciso atualizar os métodos de instalação para novos projetos. Por isso recomendamos que seja contratado SEMPRE um projetista hidráulico, expert em projetos com a compatibilização junto ao projeto estrutural. Nestes projetos deve haver a ventilação de todos os desconectores, e não somente da bacia sanitária. Não conectar caixa sifonadas na zona de sobrepressão em lavanderias. Utilização de manifold para otimizar a manutenção dos sistemas de água fria e quente. Deixar os pontos de manutenção nas saídas do esgoto primário e secundário (clean out). Utilizar recirculação nos sistemas de água quente em todas as construções, independente do padrão da obra. E ainda a utilização de sifões “expert” com as devidas ventilações. Isso é um resumitivo das atribuições que todo projeto deve ter, além de instaladores hidráulicos especializados. Para maiores informações de projetos hidráulicos, recomendo seguir os canais Auroraengenharia, Evenflowhidraulica, Ferretoengenharia, pois muitas destas informações aqui descritas vem destas fontes. (créditos devidos). No canal Engenharia na Prática temos outras informações sobre INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS. (faça a pesquisa pela playlists). Eng Helber Amo 17/02/2025
MÃO DA OBRA QUALIFICADA…”ACABOU”?
Já escutamos por diversas vezes assim que, “pedreiro bom não existe mais”, “só tem mão de obra ruim no mercado”, “mão de obra desqualificada”, “os bons pedreiros estão acabando”! Será que isso é verdade? Por que estamos usando este discurso ultimamente, como se a mão de obra qualificada não mais existirá nos próximos anos? O que temos acompanhado é que muitas das obras têm apresentado resultados ruins, péssimas entregas aos clientes, muitas destas indo parar na justiça… E a primeira coisa a ser dita é que ESTÁ FALTANDO MÃO DE OBRA QUALIFICADA. Não podemos culpar somente a mão de obra por estes resultados, e sim todo um conjunto de profissionais que iniciam toda cadeia construtiva, que somos nós arquitetos e engenheiros responsáveis. Vamos abordar em especial a qualidade da mão de obra. Eu venho falando nos meus treinamentos que o sucesso de uma obra passa pela CONTRATAÇÃO DA MÃO DE OBRA, que se o cliente “acertar” neste quesito, é garantido que a obra terá 90% de sucesso. Mas antes de culpar a mão de obra pelo INSUCESSO, talvez o problema não esteja na execução, e sim na FALTA DE CLAREZA, na conversa entre quem faz a contratação e quem executa. Muitos dos projetos que são entregues aos construtores não têm detalhamento técnico, não há uma comunicação prévia de orientar estes profissionais na obra, não somente no início, mas no suporte no decorrer da obra. Não é justo cobrar da mão de obra, se esta não recebe um projeto bem organizado, bem detalhado, com todas as informações técnicas, onde ainda possam ter a orientação dos profissionais responsáveis. Obras que obtém sucesso não acontecem por acaso. Elas têm processos claros, um alinhamento e ferramentas que possam auxiliar os construtores. Podemos citar cartilhas manuais, registros com imagens e organização no canteiro de obras, que possa eliminar a negligência operacional. Se o profissional tiver acesso a estas ferramentas operacionais, podemos transformar o baixo padrão de entrega, em um padrão de entrega PREMIUM para todas as obras. Se estamos enfrentando a “escassez” de mão de obra, sempre os mesmos resultados ao final das obras, talvez a culpa não seja EXCLUSIVAMENTE da mão de obra, mas sim…como as informações dos projetos, do detalhamento dos processos, chegam até os profissionais executores. Eng Helber Amo 10/02/2025
POR QUE TANTA UMIDADE NAS CASAS? DE QUEM É A CULPA?
Estamos deparando com uma infinidade de obras que depois de prontas, depois de 6 meses a 1 ano, já começam a apresentar UMIDADE ASCENDENTE nas paredes, o que gera um desconforto, um problema que muitas vezes pode parar na justiça, ainda mais se esta obra foi feita por uma construtora. A primeira pergunta que você possa estar fazendo é…a culpa é do produto? a culpa é da mão de obra? a culpa é de quem? Não se trata EXCLUSIVAMENTE de culpar A,B,C ou D, e sim entender que hoje as obras, na grande maioria das obras residenciais, estão inseridas na “CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇÃO”. Antes de você entender esta cultura, primeiramente eu vou lhe perguntar… Você na sua obra, seja engenheiro, arquiteto, construtor…você na hora da elaboração dos projetos, contrata um PROJETO DE IMPERMEABILZAÇÃO? projeto este desenvolvido por um profissional experiente, especialista nesta área? NÃO NÉ!!! CLARO QUE NÃO! Com exceção das grandes obras, a maioria das obras residenciais, utilizam da cultura da impermeabilização… Na hora da impermeabilização, COMO VOCÊ NÃO TEM UM PROJETO, o que você faz? Usa da “cultura da impermeabilização”! Vai até a casa de materiais de construção e compra o produto mais barato que você acha, geralmente a “famosa” argamassa polimérica rígida. Compra 10, 15 caixinhas, pagando R$ 70,00 no máximo cada, entrega para o seu pedreiro e dali 3 dias…toda sua obra JÁ ESTÁ “IMPERMEABILIZADA”!!! Moral da estória…dali 1 ano depois de pronta, a umidade começa a subir pelas paredes se tornando uma das maiores DORES DE UMA CONSTRUÇÃO. Hoje nós temos uma infinidade de produtos disponíveis no mercado, rígidos, semirrígidos, flexíveis, elastoméricos…e muitos não sabem sequer a diferença entre ambos. Qual produto atende pressão positiva? qual produto atende pressão negativa? A maioria na obra utiliza os produtos sem ao menos entender a diferença entre as aplicações. É comum reparar nas obras…um monte de caixinhas jogadas na obra, depois da “impermeabilização” do baldrame ou da alvenaria de embasamento…no dia seguinte as paredes já sendo levantadas…e depois a conta chega pra quem?…pro cliente final. Essa é a CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇAO, cultura esta que NÃO CONTRATA UM PROFISSIONAL especializado em impermeabilizações, profissional este que pode ORIENTAR sobre as 7 ETAPAS DO PROCESSO DE IMPERMEABILIZAÇÃO, que pode INDICAR O PRODUTO CORRETO, para àquele local a ser impermeabilizado. Sem falar na falta de mão de obra qualificada para desempenhar esta etapa da obra, que é uma das mais importantes e essenciais para o sucesso de uma impermeabilização. Por isso na hora de impermeabilizar sua obra, FUJA DA CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇÃO. Contrate um engenheiro especialista para lhe fornecer o projeto adequado e condizente com sua obra. Eng Helber Amo 03/02/2025