Antes de iniciar uma construção, a compra do terreno deve ser avaliada, para que a sua construção não se torne um pesadelo já no início. Na hora de planejar uma construção, o primeiro passo é achar o terreno “IDEAL” …mas como assim…”terreno ideal”? Você precisa entender que existem terrenos com topografias diferentes, para muitos projetos. E estes projetos muitas vezes demandam custos que podem estar fora das condições iniciais do cliente… Por isso comprar o “terreno ideal”, para suas condições e seu projeto são essenciais para o sucesso da sua obra! Vamos entender este processo… Onde você deseja comprar o terreno? (condomínio? ou bairro aberto?) Deve avaliar o zoneamento de localização do terreno, recuos exigidos pela prefeitura, avaliar taxas de IPTU e débitos atrasados. Depois que definir o local, sabendo de todas as informações a respeito, inicia-se a procura do terreno “ideal”, geralmente através de imobiliárias. Que tipo de terreno comprar? (aclive? declive? plano?) Importante ter a ciência do que cada tipo de terreno pode trazer. terrenos acidentados sempre demandarão de custos maiores com contenções, com muros de arrimo. Precisa avaliar em especial a topografia deste aclive ou declive, por exemplo…quantos metros de desnível? Quanto maior o aclive, maior será a necessidade de cortes, de serviços de terraplenagem. Quanto maior o declive, maior necessidade de contenções e aterros. Se houver vizinhos ao lado, ou de ambos os lados, precisará utilizar um projeto de cortinas de concreto (arrimo), antes de cortar, pois o corte a prumo não pode ser realizado. Após avaliação de um projestista, será necessário avaliar a metragem de muros de arrimo. qual sistema de contenção será adotado. Muros de contenção tem custos apartir de r$ 1.100,00 /m². dependendo da aclividade, da dificuldade com muros dos vizinhos. Dependendo da topografia, da dificuldade do lote, o volume de muros de arrimo a serem construídos, acabam saindo o valor de compra de um terreno. Por isso é preciso avaliar criteriosamente a aclividade do terreno antes da compra. O mesmo vale para terrenos em declive. dependendo da queda do lote, será necessário muros de arrimo com mais de 3 metros de altura Quando estes passam de 3 metros, os custos com estas contenções tendem a ficar mais onerosos, pois a estrutura demandará de reforços específicos, drenagem bem elaborada, e ainda, um aterro com rígido controle de compactação. O comparativo de valores é o mesmo para o terreno em aclive com relação aos custos. Vantagens: Em compensação, estes terrenos acidentados, têm as melhores vistas, têm os melhores projetos a serem desenvolvidos. Durante o período de avaliação junto à imobiliária, importante se atentar: Nunca compre terreno pela internet. Se gostar de um terreno em especial, contratar um engenheiro ou arquiteto, experiente em projetos para uma visita no local para poder passar informações de projeto, de custos, contenções, etc. Esta orientação serve como base para o cliente entender os gastos e o que o terreno pode oferecer de melhor para o projeto. Se você se identificou com este conteúdo… Deixe seu comentário através deste email: [email protected] Engenheiro Helber Amo 17/03/2025
PROJETO? ou OBRA? QUAL TEM MAIS OPORTUNIDADES?
Já disse em outros artigos que o aluno de engenharia, de arquitetura, saindo da faculdade, têm muito mais dúvidas do que certezas, por exemplo…qual área realmente seguirá pós formado… Já disse também de toda a insegurança, dos medos que pairam sobre os recém-formados, justamente pela falta de experiência que é pertinente neste momento de pós formação. Se você pudesse escolher engenheiro…arquiteto, qual área hoje você escolheria? PROJETOS ou GESTÃO DE OBRAS? Se você olhar para as oportunidades do mercado, vai se deparar que as construtoras, as grandes obras buscam profissionais com alguns requisitos para trabalhar em campo (pisando na obra). Existem oportunidades para projetistas? Sim, claro que existe, mas muito mais voltada para algumas atribuições específicas de projetos, que ao meu ver, pela minha experiência, não oferece grandes atrativos aos interessados. E o mercado de obras? Este sim…têm grandes oportunidades para àqueles que realmente desejam alavancar suas carreiras. Mas nem tudo são flores neste quesito, pois nos deparamos com um paradoxo grande, entre a alta demanda de gestão de obras e a PÉSSIMA entrega da maioria delas. E por que isso acontece? Já trouxe aqui em muitas oportunidades, que o engenheiro/arquiteto gestor de hoje, carece de maior formação de “campo”…como assim? Você deve estar se perguntando… Quantos processos têm em uma construção? Como avaliar o desempenho da mão da obra executora? Quantas dores temos durante as etapas construtivas? Quantas etapas temos durante uma construção? E você gestor iniciante, está preparado para administrar estes processos durante uma obra? Você está preparado para solucionar problemas durante as etapas construtivas? Não basta ter a melhor formação acadêmica, se você na obra não souber destes processos. Não basta ter o melhor QI se você não sabe gerenciar as pessoas com quem trabalha, sendo líder e não chefe. Por isso que o mercado de obras carece muito de profissionais que conheçam as fases da obra e principalmente, COMO RESOLVER NA HORA QUE OS PROBLEMAS APARECEM. Deixo aqui mais uma dica para você que está nesta situação, de recém formado e buscando as oportunidades… Veja o quão promissor pode ser o MERCADO DE GESTÃO DE OBRAS, o quão pode lhe trazer sucesso na carreira e alavancar seu patrimônio em um curto espaço de tempo. Busque a qualificação, busque o aprimoramento, busque entender como é o processo gerencial de obras e naturalmente o mercado lhe trará de volta estas oportunidades. Se tudo isso faz sentido pra você engenheiro e arquiteto…nós podemos lhe ajudar! Entre em contato conosco através deste email! [email protected] Eng Helber Amo 10/03/2025
SAIU DA FACULDADE…E AGORA?
Esta é uma pergunta que muitos recém-formados fazem no momento que saem da faculdade… “E AGORA…O QUE VOU FAZER?” (engenheiro(a) civil e arquiteto(a)). Temos duas situações bastante distintas para o aluno, que são, o início da faculdade, e ao final da mesma. Neste início o aluno está cheiro de expectativas, cheio de sonhos, mas que ao final do período de 5 anos, principalmente na hora de buscar as oportunidades através dos estágios, se depara com a dificuldade de conseguir aquela tão sonhada vaga de emprego. Será que o cenário da construção mudou tanto assim se compararmos com os anos anteriores? Há 30 anos, a formação em uma grande universidade era um sinônimo de “respeito” e vaga garantida para os melhores empregos na área. O aluno saia da instituição já com o emprego garantido, e com boa remuneração. Hoje, o nome da faculdade, a instituição, não faz diferença na hora de conseguir um bom emprego, (salvo algumas condições para raríssimos cargos que exigem “alto currículo). Na hora de procurar o emprego, a construtora, o escritório de arquitetura vão dizer assim… “não posso te pagar muito, pois você não tem experiência”! Ou ainda, mesmo você recém-formado, já com algumas especializações, até mesmo uma pós graduação. (por exemplo com 3 anos de formação), você pode escutar assim… “não posso te pagar, pois você é muito qualificado”! Sempre haverá uma justificativa do mercado para não valorizar o profissional recém-formado, seja o iniciante, seja o que tem mais currículo. Já dissemos isso em muitos dos nossos vídeos, que a faculdade não ensina a vivenciar a realidade de uma obra. Aliás isso é o tema principal dos nossos treinamentos para os alunos recém-formados. Agora vamos ao engenheiro(a), ou arquiteto(a), que deseja ir para as obras… Imagina que você deseja “pisar” na obra, mas sabe que NÃO TEM EXPERIÊNCIA alguma pra isso! Além desta falta de experiência, desta insegurança, ainda podemos citar que o medo da rejeição no campo de operações é muito grande, pois o recém-formado não sabe como se portar em meio aos problemas que acontecem, não sabe como APRESENTAR AS SOLUÇÕES. Mas claro que isso é pertinente e perfeitamente normal para o inexperiente, pois de novo, A FACULDADE NÃO ENSINOU A PRÁTICA DE UMA OBRA. Vamos deixar aqui algumas dicas de como se portar, mesmo ainda na faculdade…já almejando uma posição no mercado. – Não deixe o mercado lhe desvalorizar, não aceite uma vaga apenas para preencher aquele momento. – Seja qual for a sua escolha pra seguir, busque a qualificação, busque treinamentos especializados com cursos de pós graduação, mentorias e cursos de gestão de obra. – Estes treinamentos darão a você uma visão da realidade do mercado e ensinará aquilo que a faculdade não ensinou. A tendência é que você, como muita dedicação, evolua 5 anos e 1. – Busque instituições comprometidas com o ensino, além de buscar profissionais que tenham autoridade pra falar do assunto. – Cuidado com as falsas promessas de resultados imediatos, pois isso não existe na prática. É preciso dedicação e muito empenho durante os treinamentos. O mercado de construção é amplo e há MUITAS OPORTUNIDADES esperando você. Agora pra você chegar nestas oportunidades é preciso SE QUALIFICAR, para que você possa estar preparado para ter aquele sucesso tão almejado lá no início da faculdade. Se você está nesta condição de frustração pós faculdade, se sentindo perdido…nós podemos orientar você a encontrar o seu lugar no mercado. Eng Helber Amo 03/03/2025 [email protected]
POR QUE ESTÁ “TÃO CARO” PRA CONSTRUIR EM 2025?
Iniciar uma construção agora em 2025 se tornou um desafio para quem se dispõe a entrar nesta jornada, desafio este justificado pela “ALTA DOS MATERIAIS”, que a cada dia sofrem com as alterações nos valores. E baseado neste desafio, é IMPORTANTÍSSIMO entender, todo o processo de construção, e principalmente, quando falamos de planejamento orçamentário. A primeira pergunta que as pessoas fazem na hora de construir é…”quanto custa o m² de uma construção”? Muito cuidado com a resposta, pois com esta “alta dos materiais”, estimar valores para uma construção, pode ser tornar um PESADELO no final da obra. Muitos, por falta de informação, estimam valores baseados em construções passadas, tipo assim, “eu construí minha última casa por x valor”. Mas olha o perigo deste tipo de afirmação! Quando você se baseia neste tipo de “estimativa” ou “achismo”, o risco de sua obra extrapolar o valor, passa a ser muito grande, pois vai faltar dinheiro para terminar a obra. E se você não tiver recursos para finalizar sua obra? E se você não tiver como financiar os valores finais? A sua obra pode se tornar uma frustração muito grande, se houver erro neste planejamento. Isso acontece na maioria dos casos, por uma série de questões que vou aqui relatar. Vou ensinar você a não cair neste erro na hora de planejar: 1 – Antes de comprar um terreno, contrate um profissional experiente em projetos para uma visita para acompanhar as opções de terrenos. (isso pode ajudar a decidir pelo terreno “ideal”). 2 – Se já tem o terreno, contrate a mesma assessoria para pode estudar o melhor projeto para àquele terreno que possui. (muitas vezes aquele terreno não condiz com as condições financeiras para o cliente, obrigando-o a buscar outro terreno). 3 – Terrenos “acidentados”, aclive e declives, ONERAM sua obra em 20%, dependendo da topografia. Por isso precisa estar preparado paras estes custos extras com as contenções. ( se o seu projeto é de uma casa térrea, se você tem o dinheiro para uma casa térrea, não adianta investir em um terreno com declividade ou aclividade). 4 – Contrate um orçamentista para realizar todos os levantamentos baseado nos custos do ano vigente. Importante realizar as cotações trabalhando com as tabelas vigentes e realizar um comparativo entre as mesmas. (esta planilha deve constar custos com os impostos sobre a obra – BDI – e custos de gestão, se for contratar). 5 – O orçamento da mão de obra deve ser “milimetricamente” calculado, estudado e analisado pelo cliente. Muitos dos construtores têm dificuldade em elaborar os custos de uma obra, se baseando apenas no “m²” geral, o que é um ERRO QUE PODE SE TORNAR UM PESADELO PARA AMBOS. (o orçamento deve constar todas as etapas da obra, com o valores de cada etapa, constando a forma de pagamento para casa etapa descrita). 6 – contratar uma gestão pode ajudar a conter custos extras, pois um profissional experiente vai pode realizar o controle sobre todos os gastos e evitar desperdícios na obra. (este profissional gestor deve ter controle absoluta sobre a obra e sobre a M.O.) Seguindo inicialmente este 6 parâmetros, você vai iniciar uma obra sabendo o que vai precisar de recursos e não sofrer com contratempos no meio da obra, por falta de planejamento, por mais que sempre há custos extras, não previstos. Mas nada comparado a falta de planejamento. Iniciar uma construção é um desafio e portanto precisa ser muito bem arquitetado por profissionais experientes, para que o sonho do cliente, não se torne um pesadelo para o mesmo. Eng Helber Amo [email protected] 24/02/2025
“NÃO PRECISA” CONTRATAR PROJETO HIDRÁULICO!
Com certeza você já deve ter ouvido muito isso na hora de contratar o projeto hidráulico e também o projeto elétrico, as conhecidas e “famosas” falácias do mercado de obras. Estas falácias vêm da “justificativa” assim, “contrate um bom encanador, um bom eletricista, que tudo se resolve”, algo desse tipo de justificativa. Temos ainda aquela assim “só contrata o projeto estrutural, que já serve”, como se o projeto estrutural fosse o único essencial e importante projeto da obra. Já começo dizendo que JAMAIS você deve cair nestas falácias do mercado. Quem fala isso, não conhece absolutamente nada de obra, e muito menos da importância deste ESSENCIAL projeto hidráulico. A BOA FUNCIONALIDADE DE UMA EDIFICAÇÃO, DEPENDE DE UMA ÓTIMA INSTALAÇÃO HIDRAÚLICA, QUE PASSA INICIALMENTE POR UM ÓTIMO PROJETO, DESENVOLVIDO POR UM ESPECIALISTA. Muitas das obras, depois de prontas, depois do início da utilização, depara-se com algumas queixas assim: “Nossa…meu banheiro está com mau cheiro” “Não sai água com pressão na torneira x, no meu chuveiro” “A água do lavatório demora pra sair, parece entupido” “Toda vez que lavo roupa, sai espuma pelo ralo” “Precisei fechar o registro da casa toda para fazer a manutenção” “Entupiu o vaso e agora estamos com dificuldade no ponto de inspeção, pois não foi deixado” Estas e tantas outras frases fazem parte do cotidiano de várias obras depois da utilização. E isso acontece por que? Primeiro que a “maioria dos encanadores” não conhecem as obrigatoriedades da norma 8160, sem falar que esta “maioria” ainda utiliza peças como o joelho 90º em boa parte do trajeto, onde deveria utilizar peças adequadas. Sem falar que ainda insistem em sair com o joelho 90º do vaso sanitário sob a justificativa assim “faço isso a 50 anos e nunca entupiu”. Segundo que, os únicos países do mundo (Brasil e Índia), ainda utilizam caixas sifonadas para controle do fecho hídrico. Estamos cientes que a norma 8160 não passa por atualização há muitos anos, mas independente destes dados, é preciso atualizar os métodos de instalação para novos projetos. Por isso recomendamos que seja contratado SEMPRE um projetista hidráulico, expert em projetos com a compatibilização junto ao projeto estrutural. Nestes projetos deve haver a ventilação de todos os desconectores, e não somente da bacia sanitária. Não conectar caixa sifonadas na zona de sobrepressão em lavanderias. Utilização de manifold para otimizar a manutenção dos sistemas de água fria e quente. Deixar os pontos de manutenção nas saídas do esgoto primário e secundário (clean out). Utilizar recirculação nos sistemas de água quente em todas as construções, independente do padrão da obra. E ainda a utilização de sifões “expert” com as devidas ventilações. Isso é um resumitivo das atribuições que todo projeto deve ter, além de instaladores hidráulicos especializados. Para maiores informações de projetos hidráulicos, recomendo seguir os canais Auroraengenharia, Evenflowhidraulica, Ferretoengenharia, pois muitas destas informações aqui descritas vem destas fontes. (créditos devidos). No canal Engenharia na Prática temos outras informações sobre INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS. (faça a pesquisa pela playlists). Eng Helber Amo 17/02/2025