Já escutamos por diversas vezes assim que, “pedreiro bom não existe mais”, “só tem mão de obra ruim no mercado”, “mão de obra desqualificada”, “os bons pedreiros estão acabando”! Será que isso é verdade? Por que estamos usando este discurso ultimamente, como se a mão de obra qualificada não mais existirá nos próximos anos? O que temos acompanhado é que muitas das obras têm apresentado resultados ruins, péssimas entregas aos clientes, muitas destas indo parar na justiça… E a primeira coisa a ser dita é que ESTÁ FALTANDO MÃO DE OBRA QUALIFICADA. Não podemos culpar somente a mão de obra por estes resultados, e sim todo um conjunto de profissionais que iniciam toda cadeia construtiva, que somos nós arquitetos e engenheiros responsáveis. Vamos abordar em especial a qualidade da mão de obra. Eu venho falando nos meus treinamentos que o sucesso de uma obra passa pela CONTRATAÇÃO DA MÃO DE OBRA, que se o cliente “acertar” neste quesito, é garantido que a obra terá 90% de sucesso. Mas antes de culpar a mão de obra pelo INSUCESSO, talvez o problema não esteja na execução, e sim na FALTA DE CLAREZA, na conversa entre quem faz a contratação e quem executa. Muitos dos projetos que são entregues aos construtores não têm detalhamento técnico, não há uma comunicação prévia de orientar estes profissionais na obra, não somente no início, mas no suporte no decorrer da obra. Não é justo cobrar da mão de obra, se esta não recebe um projeto bem organizado, bem detalhado, com todas as informações técnicas, onde ainda possam ter a orientação dos profissionais responsáveis. Obras que obtém sucesso não acontecem por acaso. Elas têm processos claros, um alinhamento e ferramentas que possam auxiliar os construtores. Podemos citar cartilhas manuais, registros com imagens e organização no canteiro de obras, que possa eliminar a negligência operacional. Se o profissional tiver acesso a estas ferramentas operacionais, podemos transformar o baixo padrão de entrega, em um padrão de entrega PREMIUM para todas as obras. Se estamos enfrentando a “escassez” de mão de obra, sempre os mesmos resultados ao final das obras, talvez a culpa não seja EXCLUSIVAMENTE da mão de obra, mas sim…como as informações dos projetos, do detalhamento dos processos, chegam até os profissionais executores. Eng Helber Amo 10/02/2025
POR QUE TANTA UMIDADE NAS CASAS? DE QUEM É A CULPA?
Estamos deparando com uma infinidade de obras que depois de prontas, depois de 6 meses a 1 ano, já começam a apresentar UMIDADE ASCENDENTE nas paredes, o que gera um desconforto, um problema que muitas vezes pode parar na justiça, ainda mais se esta obra foi feita por uma construtora. A primeira pergunta que você possa estar fazendo é…a culpa é do produto? a culpa é da mão de obra? a culpa é de quem? Não se trata EXCLUSIVAMENTE de culpar A,B,C ou D, e sim entender que hoje as obras, na grande maioria das obras residenciais, estão inseridas na “CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇÃO”. Antes de você entender esta cultura, primeiramente eu vou lhe perguntar… Você na sua obra, seja engenheiro, arquiteto, construtor…você na hora da elaboração dos projetos, contrata um PROJETO DE IMPERMEABILZAÇÃO? projeto este desenvolvido por um profissional experiente, especialista nesta área? NÃO NÉ!!! CLARO QUE NÃO! Com exceção das grandes obras, a maioria das obras residenciais, utilizam da cultura da impermeabilização… Na hora da impermeabilização, COMO VOCÊ NÃO TEM UM PROJETO, o que você faz? Usa da “cultura da impermeabilização”! Vai até a casa de materiais de construção e compra o produto mais barato que você acha, geralmente a “famosa” argamassa polimérica rígida. Compra 10, 15 caixinhas, pagando R$ 70,00 no máximo cada, entrega para o seu pedreiro e dali 3 dias…toda sua obra JÁ ESTÁ “IMPERMEABILIZADA”!!! Moral da estória…dali 1 ano depois de pronta, a umidade começa a subir pelas paredes se tornando uma das maiores DORES DE UMA CONSTRUÇÃO. Hoje nós temos uma infinidade de produtos disponíveis no mercado, rígidos, semirrígidos, flexíveis, elastoméricos…e muitos não sabem sequer a diferença entre ambos. Qual produto atende pressão positiva? qual produto atende pressão negativa? A maioria na obra utiliza os produtos sem ao menos entender a diferença entre as aplicações. É comum reparar nas obras…um monte de caixinhas jogadas na obra, depois da “impermeabilização” do baldrame ou da alvenaria de embasamento…no dia seguinte as paredes já sendo levantadas…e depois a conta chega pra quem?…pro cliente final. Essa é a CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇAO, cultura esta que NÃO CONTRATA UM PROFISSIONAL especializado em impermeabilizações, profissional este que pode ORIENTAR sobre as 7 ETAPAS DO PROCESSO DE IMPERMEABILIZAÇÃO, que pode INDICAR O PRODUTO CORRETO, para àquele local a ser impermeabilizado. Sem falar na falta de mão de obra qualificada para desempenhar esta etapa da obra, que é uma das mais importantes e essenciais para o sucesso de uma impermeabilização. Por isso na hora de impermeabilizar sua obra, FUJA DA CULTURA DA IMPERMEABILIZAÇÃO. Contrate um engenheiro especialista para lhe fornecer o projeto adequado e condizente com sua obra. Eng Helber Amo 03/02/2025
CUIDADO COM O PROJETO “BARATINHO”
No ano passado nós abordamos muito a respeito da qualidade das nossas obras, em especial focando na qualidade final na entrega para o cliente. Isso se deve principalmente ao número de “profissionais” que a cada ano são “lançados” pelas faculdades sem nenhuma qualificação, sem nenhum preparo e que…isso tem muito a ver com a entrega dos projetos essenciais… Isso já falamos demais, mas o foco aqui é com relação a entrega dos projetos ditos essenciais para uma construção. Quais são eles? O projeto estrutural, o projeto hidrossanitário e o projeto elétrico. Estes três projetos são os mais “importantes” e representam todo o “esqueleto” estrutural e o funcionamento de uma obra… E a negligência começa desde a contratação destes mesmos…vamos entender melhor. Na hora da contratação, o que se espera é que estes projetos sejam elaborados por profissionais experientes, profissionais que avaliem as dificuldades, que possam avaliar o terreno, e o fundamental, que POSSA CUIDAR da execução destes projetos com a visitas técnicas na obra. Mas o que vemos é a entrega destes projetos de forma omissa, como por exemplo aquela entrega por email, sem NUNCA MAIS APARECER NA OBRA! Imagina você contratando um projeto assim, contratando um profissional assim para sua obra…pagando aquele valor “baratinho” por isso. A elaboração deste projetos “deve” custar em torno de 3% da obra (mesmo assim é um valor ainda baixo pela responsabilidade). Exemplo: uma obra de 1 milhão de reais, estes projetos custam em torno de R$ 30.000,00. Mas o que o mercado aceita e vemos na realidade? Estes projetos sendo contratados por “5k”, “8k”…Agora eu te pergunto profissional… Você acha que o “profissional” que lhe vendeu este projeto irá ACOMPANHAR SUA OBRA? IRÁ REALIZAR AS VISITAS? IRÁ TIRAR DÚVIDAS DOS PEDREIROS? Sem falar na “qualidade” destes projetos que podem ONERAR E MUITO A SUA OBRA. Por isso não aceite a contratação nestes valores, desconfie se o valor estiver muito abaixo do mercado, pois a sua obra pode “sofrer” demais durante as execuções. Opte por profissionais qualificados e que lhe vendam qualidade e não simplesmente “preço”. O prejuízo pose ser grande com esta economia “burra”. Eng Helber Amo 27/01/2025
VOCÊ EXIJE A.R.T. NO CORTE/ATERRO DO SEU TERRENO? (TERRAPLENAGEM).
Neste artigo que abordar algo que acontece em quase que 100% dos casos em obras, quando no momento da EXECUÇÃO do processo de terraplenagem, NÃO HÁ A EMISSÃO DE ART da empresa responsável pelo serviço. Primeiramente precisamos deixar claro, que a partir do momento que a empresa coloca as máquinas dentro do terreno, é OBRIGATÓRIO a emissão da ART, pois a empresa tem o CREA JURÍDICO e um engenheiro responsável pela empresa. Infelizmente não há a exigência dos condomínios, os proprietários desconhecem este fato, não há fiscalização dos órgãos responsáveis, e cada um faz do seu jeito, a sua maneira. Quais riscos sua obra está sujeita quando contrata uma TERRAPLENAGEM “PESSOA FÍSICA”? Se houver um acidente na obra, um corte “errado” que derrubou um muro do vizinho, qualquer que seja o problemas ocorrido, esta terraplenagem “pessoa física” NÃO IRÁ se responsabilizar, pois não houve a emissão de ART. E neste caso, como fica a situação? Se houve este quadro na obra, a responsabilidade cairá sobre o RESPONSÁVEL TÉCNICO, seja um engenheiro(a), seja um arquiteto(a). O responsável irá assumir as responsabilidades civis e jurídicas no processo perante terceiros. No caso de acidentes com a empresas que tenham o CREA JURÍDICO, algumas destas possuem seguros contra acidentes, que neste caso pode ser acionado mediante o quadro, deixando claro que isso NÃO GARANTE a responsabilidade mediante uma ocorrência. Por isso mais uma vez reitero a OBRIGATORIEDADE de você cliente, engenheiro/arquiteto responsável pela obra EXIJIR ART da empresa, pois assim a sua obra estará respaldada mediante o condomínio e os órgãos responsáveis. Não aceite a negligência ou omissão, pois a emissão da ART é uma OBRIGATORIEDADE de empresas de terraplenagem. Eng Helber Amo 20/012025
SAIU DA FACULDADE ENGENHEIRO/ARQUITETO…E AGORA?
Todo recém formado, não importa sua formação, irá passar pelo processo inicial de falta de experiência. A faculdade, por melhor que seja, não ensina sobre o mercado de trabalho, não ensina como se posicionar neste mercado tão competitivo e muitas vezes “injusto” para os recém formados. Vou abordar aqui o engenheiro(a) e o arquiteto(a)…e entender como é para estes profissionais neste início… Primeira pergunta a ser feita… Qual caminho seguir? Sabemos que a área de engenharia e arquitetura é ampla, por isso o profissional deve escolher aquilo que mais lhe convém, que tenha maior “habilidade” apresentada durante os anos de graduação. Durante a graduação o estudante estuda as disciplinas e por estas pode decidir por qual área seguir. Não importa qual seja a escolha, o importante é entender que esta faculdade não ensina sobre o mercado de trabalho… E o que fazer daqui em diante? Primeiro escolher a área de atuação, buscar como se QUALIFICAR para esta área…e como fazer isso? Estudando, buscando a qualificação através de treinamentos, mentorias práticas para que possa evoluir neste processo da “prática”. Não é um processo fácil, que acontece do dia para a noite, mas com empenho, orientação profissional, o recém formado irá encontrar as ferramentas para evoluir gradativamente na carreira escolhida. Em breve, vamos abordar as áreas mais lucrativas para engenheiros e arquitetos. Engº Helber Amo 13/01/2025